O adeus do rei

Três de fevereiro de 2013. Neste dia, o rei se despediu de seu trono. Fez seus súditos se emocionarem. Se emocionou. Neste segunda, Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos do Vasco da Gama, anunciou sua aposentadoria no futebol.

Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, o humilde Juninho, humilde porém, honesto, sincero e muito bom de bola, deixa inúmeros fãs vascaínos e também admiradores pelo Brasil e até mesmo pelo mundo inteiro, o qual impressionou com a incrível precisão de seu pé direito.

Com lágrimas nos olhos, o Reizinho se despediu e agradeceu a torcida e a diretoria vascaína. Agradecendo também ao Sport, seu primeiro clube, e ao Lyon, clube francês onde também brilhou em campo, ele reconhece que o clube que o fez crescer profissionalmente foi o Vasco.

“A emoção é muito grande. Foi aqui que me realizei, onde eu me tornei um jogador completo, onde terminei minha formação. Fiz grandes amigos aqui dentro, vivi grandes momentos.” – disse o meia.

Confira abaixo as estatísticas da carreira de Juninho:

Nós, vascaínos, lhes somos gratos por por tudo Juninho! Por todas as vitórias e glórias. A imagem do camisa 8 lançando bolas na rede ainda pulsa nas mentes dos cruzmaltinos. E sempre pulsará. A Colina sempre terá seu rei, e o rei, sempre terá seus súditos. Obrigado, Reizinho!

Abraços,
Rodrigo Werner.

Na busca do ideal

Após esse longo tempo sem ter jogos oficiais, nada mais interessante do que iniciar o Campeonato Brasileiro em boa fase, vencendo o time da Portuguesa, campeão da Série A2 do Paulista. Mas, antes da esperada estreia na competição nacional, temos mais um amistoso, agora contra um adversário consideravelmente mais forte, o Figueirense, em Floripa.

Agora sem Dedé e sem nenhum nome de destaque, cada jogador terá de dar o seu melhor e, caso isso aconteça, o Vasco poderá se transformar em uma surpresa. Assim foi em 2011: Num time em que muitos jogadores não eram destaque e que muitos não acreditavam, mas que acabou sendo campeão de uma competição nacional.

Claro que a vitória de goleada sobre o Tupi não pode comprovar que o time está pronto para ir bem em uma competição ao nível do Brasileirão. Mas esse jogo de sábado agora, pode sim dar uma base do futuro vascaíno. Mesmo estando na série B, o Figueira é um grande clube do Sul.

Em forma ou não, com um nome de referência ou não, o Campeonato Brasileiro vem aí. Desafios vem aí. Mais para a metade do ano, Copa do Brasil e Sul-Americana estarão aí. A fase de testes tem que terminar, para começar a fase que é pra valer.

Até mais,
Rodrigo Werner.

Força de vontade

Fazia tempo que eu não via uma raça tão grande no time do Vasco quanto a que eu vi ontem, na grande vitória sobre o Fluminense, na noite deste sábado.

No primeiro tempo, a atuação do Vasco prometia um jogo fechado e sem sequer uma oportunidade clara de gol. O Vasco jogava na defesa, na marcação, e parece ter se esquecido de que tinha um ataque à sua disposição. Tudo bem que a proposta do Vasco era sair nos contra-ataques, mas essa estratégia falhou. Sorte que o Fluminense não se mostrou muito correto em suas chances, que foram, em sua maioria, claras.

No segundo tempo, o jogo muda. O Vasco voltou com a mesma proposta de jogo, mas, com o Flu partindo ainda mais pra cima, tentando se redimir do que (não) fez no primeiro tempo, aí sim essa funcionou. Isso deu ao Vasco mais espaço para jogar. Começara o clássico de verdade.

Logo no começo do segundo tempo, Carlos Alerto puxou o contra-ataque, eram 4 do Vasco contra 2 do Fluminense. O camisa 10 escolheu Bernardo, que chutou para a defesa de Cavalieri. Até que aos 24 minutos, Gum cortou mal e Eder Luis pegou a bola, cruzou para Bernardo, que, de primeira, abriu o placar no Engenhão.

O Flu percebeu sua situação e partiu para cima, até que aos 32, numa cobrança de lateral, Thiago Neves pegou a bola e empatou. A vaga ainda era do Vasco, mas não por muito tempo. Apenas dois minutos depois, Wellington Nem entrou na pequena área e virou. Faltavam 10 minutos, e apenas um gol para a classificação Vascaína.

Até que Dakson e Romário entraram no jogo e, logo em suas primeiras aparições, empataram: Cruzamento do meia, gol do atacante. Se o Fluminense ainda tinha alguma esperança faltando 5 minutos de jogo, ela se foi com o gol do melhor jogador da partida: Dedé. 3 a 2.

A força e a raça apresentadas pelo Vasco nesse clássico foram para confirmar aos que ainda duvidavam do elenco vascaíno, e para silenciar aos que afirmavam que o Vasco não tem condições de lutar pelo campeonato estadual. A prova está aí: Vitória com virada em dois minutos sobre o atual campeão nacional. Sim, o Vasco está na briga pelo título.

Até mais,
Rodrigo Werner.

Amargo e injusto

Não vi o jogo ao vivo. Mas quando soube do placar logo me passou pela cabeça que o Vasco teria jogado mal e perdido de um jeito terrível para seu principal rival. Quando vi o jogo no dia seguinte, percebi que não era nada disso. O Vasco lutou, pressionou, não se entregou. Jogou até mais que o adversário, entrosado e eficiente.

O jovem goleiro Alessandro sofreu. Recebeu bombas, até conseguindo salvar algumas vezes, mas não tendo chances em outras. Não acho que ele seja um goleiro péssimo, mas acho que o Gaúcho poderia dar uma chance a Michel Alves e deixar que ele mostre à torcida do que é capaz. No outro gol, Felipe fez boas defesas, também recebeu bolas rápidas, e em duas delas ele não alcançou: Os dois gols do Vasco. Fora isso, o goleiro flamenguista teve sorte. No final do jogo, o Vasco chegou e perdeu caminhões de gols.

Apesar de não ter feito o principal (Pedro Ken e Dakson fizeram os gols), o ataque vascaíno não foi ruim. Carlos Alberto, que teve boas atuações no jogos anteriores, fez falta. Eder e Leonardo chegavam, mas falhavam na hora de chutar. As faltas cobradas com Bernardo eram um ponto forte do Vasco, de onde saiu o primeiro gol do Cruz-maltino. O que falhou foi a marcação (percebe-se que em TODOS os gols do Urubu há pelo menos um erro da nossa marcação) e algo que não é novidade nenhuma no Vasco, o número de passes errados.

No começo, o Vasco começou fraco na marcação enquanto o adversário, percebendo isso, se arrumava para partir pra cima. Ibson conseguiu fazer a bola passar exatamente no meio de QUATRO jogadores do Vasco, que formavam um quadrado na defesa, e Rafinha dividiu com Alessandro. A bola sobrou e Hernane empurrou para o gol vazio. Fla 1 a 0. Apenas seis minutos depois, a falta de marcação levou o Vasco a sofrer o segundo, em contra ataque. Elias cruzou para Nixon marcar com o peito. 2 a 0. Logo depois, com erro da marcação (desta vez) flamenguista, Pedro Ken cabeceou livre a falta cobrada por Bernardo. 2 a 1. Primeiro gol de Pedro Ken pelo Vasco. Chegamos mais algumas vezes à área do adversário, mas a zaga cortava. Felipe ainda operou um milagre ao defender a cabeçada de Wendel.

Na volta do intervalo, Cleber Santana pegou de primeira e acertou uma bomba no ângulo de Alessandro, que se esticou mas não tinha chances. Tenório entrou no lugar de Leonardo e deu trabalho a Felipe. Porém, o gol saiu do outro lado. Na velocidade de Rafinha em contra ataque, o Urubu abriu 4 a 1. André Ribeiro e Dedé correram para alcançá-lo, mas não puderam evitar o gol na gaveta. Quatro minutos depois, mais um golaço. Desta vez, para o Vasco, felizmente. Dakson soltou uma pancada e também acertou o ângulo. Também foi seu primeiro gol pelo Vasco. O Vasco não se entregou, mas perdeu muitas chances e ainda acertou a trave, com André Ribeiro. Final do clássico: 4 a 2.

Dizer que o Vasco foi péssimo será mentira. Também não foi maravilhoso, mas o Vasco não perdeu a cabeça e persistiu. Mesmo com a derrota, seguimos em 1º do Grupo A. Logo outros clássicos virão, e não podemos continuar cometendo os mesmos erros. Vencer os menores foi fácil, mas vencer clássicos dá mais ânimo. Muito mais.

Até,
Rodrigo Werner.

Prova de fogo

Até agora o campeonato está lindo! Vitórias, bons rendimentos, melhor ataque do Carioca, nenhum ponto perdido e ânimo lá em cima, surpreendendo a todos que esperavam um Vasco quieto na sua devido à crise e à vazão dos inúmeros jogadores. Por enquanto está tudo uma beleza. Mas, nesta quinta-feira, o Vasco terá seu primeiro teste com um clube à sua altura. Ainda se formando, Vasco e Flamengo vão medir forças no Engenhão.

Primeiramente apontado como clube com menos chances de título entre os grandes do Rio, o Vasco vai a campo como o único clube 100% no estadual e pronto para terminar com a invencibilidade do rival (o Flamengo tem 2 vitórias e 1 empate). Conseguimos imaginar como nossos rivais estam se corroendo para terminar com o início dessa boa fase vascaína.

Carlos Alberto, machucado, dará lugar à Leornardo, que fez sua estreia literalmente com o pé direito no meio da semana. No banco, Tenório será relacionado em um jogo pela primeira vez no ano. Elsinho e Thiago Feltri ainda se recuperam de lesões. Yotún ainda não foi registrado e só vai estrear na Taça Rio. Nei ainda está em processo de recondicionamento físico, apesar de já poder atuar na Taça Guanabara. Dedé, completando 150 jogos pelo Cruz-maltino, usará uma camisa com esse número.

Em Campeonatos Carioca, foram 218 Clássicos dos Milhões: 73 vitórias vascaínas, 86 flamenguistas e 59 empates. No Engenhão, foram apenas 5 jogos pelo Carioca, com duas vitórias para cada lado e um empate. Esses números são válidos também para os jogos do ano passado entre os dois times: Foram 5 clássicos na temporada, 2 vitórias para cada e 1 empate. O último jogo entre Vasco e Urubu aconteceu no final do ano passado, e terminou 1 a 1. O gol vascaíno foi marcado por Nilton.

Agora é a hora de embalar. É a hora da verdade. Hora de saber se o Trem Bala retornará à cena como um expresso, ou ficará apenas fazendo paradas como um bonde qualquer.

Bom jogo,
Rodrigo Werner.

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Peço desculpas por não ter postado sobre os jogos anteriores. O blog havia entrado em férias, digamos. Mas agora estamos de volta, e com tudo! Saudações vascaínas!